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Romance: [Não Identificado][1]

Resumo de: Jardel Socoll

 

Glória tem quinze anos de idade e sofre com a doença de chagas. Passa grande parte do tempo com suas primas, todas sãs, para quem ela borda, faz tricô e crochê. Porém, o que recebe é, quando muito, um obrigado. Sente-se triste por não ter um namorado e permanecer sempre recluída. Para suas primas é cômodo conviver com Glória, porque ela mantém a casa em perfeita ordem. Entretanto, elas sentem vergonha de serem vistas perto da prima, por causa da doença e o mau cheiro que as feridas exalam.

 

Glória mora com a mãe, Dona Carmen, e seu irmão Carlos, que foge do trabalho com o apoio da mãe. Carlos sugere à irmã para que vá pedir esmolas, mas Glória considera a proposta repulsiva e a recusa prontamente. Em um sábado, devido à insistência de suas primas, Glória resolve ir ao baile, onde conhece Ruy, que imediatamente se interessa por ela. Dona Carmem quer que ela se case com Ruy, para que saia logo de casa, mas Glória não gosta de Ruy e diz que não se casaria sem amor.

 

Glória, então, pede a sua mãe para que a leve para o asilo São Vicente de Paula, para viver com as pessoas abandonadas e doentes, como ela. No asilo, Glória e os demais doentes são acompanhados por médicos. Sem conseguir melhoras, solicita às irmãs do asilo que a deixem retornar a sua casa. Irmã Virginia implora para que continue com eles, mas Glória se mostra decidida e parte, mesmo sem dinheiro.  Caminha dois dias até chegar à casa de sua mãe. Glória não é bem recebida em sua casa. Resolve procurar emprego com um japonês e, com sorte, consegue. Trabalha  por um período até juntar dinheiro e ir à Santa Casa de Ribeirão Preto, para buscar tratamento para sua enfermidade.  Passa a primeira noite em uma pensão e, no dia seguinte, vai até a Santa Casa. Lá, porém, não quiseram interná-la. Decide procurar sua tia que mora na cidade. Glória não é bem recebida na casa de sua tia. Acaba ficando somente dois dias e sai sem rumo, pedindo comida aqui e ali, e dormindo na rua.

 

Consegue trabalho em uma casa de família, onde consegue fazer suas refeições e tem um local para dormir. Por causa de sua doença, Glória não permanece muitos dias nessa casa, pois os integrantes da família ficam com medo de que sua doença seja contagiosa. Deixa o trabalho com pesar, pois era bem tratada pela patroa. Glória é encaminhada, por sua patroa, Maria Augusta, para a casa de um médico conhecido, onde irá trabalhar e receber o tratamento para sua doença.  No entanto, contrariando suas expectativas, vê-se obrigada a trabalhar como escrava. Glória permanece cerca de três meses nessa residência para, em seguida, retornar à casa de sua mãe.

 

Glória fica morando com sua mãe e irmão. Cuida dos afazeres domésticos e, quando sobra tempo, aproveita para ler um livro.

 

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[1] Localização: APMS 08.03.13.4 e FBN MS-565(8) Caderno 13.