Romance: Rita

Resumo de: Jardel Socoll

Romance: Rita

Resumo de: Jardel Socoll

 

O romance inicia-se com o nascimento de uma menina, em 15 de Abril de 1912, cuja mãe se chama Dona Maria. Seis dias após o seu nascimento, a menina é diagnosticada com a doença de Chagas. Além da doença, seu nascimento gera também uma onda de desentendimento entre seus pais. A criança não apresenta os traços fisionômicos do pai, Sr. José Rodrigues.  Apresenta mais semelhanças com um outro homem, de nome João dos Santos, também conhecido como “inimigo do trabalho”. A alcunha se deve ao fato de passar os dias e noites tocando viola em troca de refeições. Quando do nascimento da menina, Dona Maria já tinha outro filho, José, com apenas quatro anos de idade.

 

José Rodrigues se separa de Dona Maria. Após a separação, ela vai morar com João dos Santos, o suposto pai da menina. João dos Santos permanece pouco tempo com Dona Maria. Quando seu dinheiro acaba, pega a viola e desaparece, abandonando a mulher e a filha. Dona Juana, vizinha de Dona Maria e madrinha da menina, escolhe o nome para a criança: Rita dos Reis. A mãe se vê forçada a trabalhar para sustentar seus filhos. Em sua ausência, é a madrinha, Dona Juana, quem cuida de Rita. Um dia, diante do incessante choro de Rita, Dona Juana lhe dá cachaça para embriagá-la e fazê-la dormir. Ao chegar em casa, Dona Maria percebe a letargia de Rita. Tenta despertá-la mas a menina não reage. Decide levá-la ao médico, Dr. Paulo Cunha, que constata que a menina fora embriagada.

 

Aos poucos, Rita vai percebendo que sua mãe não lhe tem apreço. Dona Maria acusa a filha constantemente de atrapalhar sua vida e de ter sido o motivo pelo qual José Rodrigues decidira abandoná-los. Com isso, o único carinho que a menina recebe é do avô, Sr. Binidito, e de sua tia Claudia, irmã de Dona Maria.  

 

Dona Maria agride Rita com frequência e, um dia, após espancá-la, a menina desfalece. Pensando ter matado a filha, Dona Maria chega a sentir uma ponta de felicidade por se ver livre da menina. Para realizar o funeral de Rita, vai às ruas e pede esmolas aos vizinhos e passantes. No momento de preparar o corpo para o funeral, Rita reanima-se e acorda. Acusada de mentira e má-fé por ter pedido dinheiro para um falso funeral, Dona Maria é levada presa.

 

Rita resolve, então, ir morar com seus avós, já que sua mãe a mandava sair de casa todos os dias. Não fica muito tempo na casa de seus avós, porque sua avó não a queria mais lá. Rita passa a dormir na casa do seu tio Izar, que era considerado louco pelas demais pessoas. Ele, porém, era apenas alguém que fora abandonado pela esposa e filhos e vivia isolado. No passado ele foi professor.

 

Permite que Rita fique em sua humilde casa, onde a menina se ocupa dos afazeres domésticos e cuida dos interesses do tio. Em troca, tio Izar alimenta e educa Rita, além de ensiná-la a tocar violino e piano. Após um ano morando com seu tio, seu irmão José a encontra e revela a ela que sua mãe está a sua procura. Rita conclui que sua paz havia chegado ao fim. No dia seguinte, seu irmão retorna acompanhado de sua mãe, que comunica a Rita que havia notificado sua fuga ao juiz da cidade. O juiz decide, então, cuidar de Rita, em sua própria casa, para que possa avaliar seu comportamento.

Ao chegar à casa do Juiz, Rita é encaminhada por Dona Inez, mulher do Juiz, ao porão, que servirá de quarto, onde há somente uma cama feita de jornais sobre o chão. Rita passa a ser tratada como escrava na casa do Juiz. Na mesma noite resolve fugir. Nessa época, Rita estava com nove anos de idade.

 

Rita usa seu talento musical para trabalhar em um circo e transforma-se em estrela. Um dia, com uma mudança de cidades, juntamente com o  circo, Rita percebe que havia retornado a sua cidade natal. No primeiro dia de espetáculo, todos reconhecem Rita no palco, tocando violino e piano. Sua mãe lhe pede perdão. Seu sucesso e riqueza atraem todos que antes a haviam rechaçado.

 

Tio Izar dos Reis falece, aparentemente vítima de envenenamento. Deixa,  em seu testamento, todos os seus bens para Rita, sobre a qual automaticamente recai a suspeita de ter assassinado o tio. Rita é presa. Porém, após o exame, constata-se que, na hora da morte, Rita se encontrava no circo. Assim, o juiz concede-lhe liberdade. Rita recebe, de herança, duas fazendas e mil e quinhentos cruzeiros.

 

Rita é visitada pela ex mulher do tio Izar e um dos filhos, que ameaçam anular o testamento. O filho de Izar tenta matar Rita, mas acaba matando outra pessoa do circo.

 

O circo vai embora e Rita decide não ir junto. Sozinha, viaja de um lugar para outro, sem parada, até que chega a uma cidade e encontra alguns ciganos, com os quais passa a morar e a tocar em um bar chique. Nessa época, Rita estava com onze anos de idade.

 

Ivo, um dos ciganos, se apaixonou Rita. Ela, no entanto, não retribui o sentimento, além de não gostar do estilo de vida dos ciganos. Assim, Rita resolve abandoná-los e sai, uma vez mais, sem rumo. Vai de casa em casa pedindo comida, mas todos a ignoram, pois a reconhecem apenas mais uma cigana.

 

Rita peregrina até que encontra uma igreja, na frente da qual se deita e dorme. Acorda horas depois, sem forças, devido à fome. Ao acordar, avista um jovem médico, Raul, postado a sua frente. Ele a leva para sua casa, em um sítio, e a põe para dormir, pois Rita está ainda inconsciente e ardendo em febre.

 

Raul apresenta Rita para os criados, tia e primos, dizendo ser afilhada de sua mãe, a qual já havia falecido. E que a partir daquele momento ela irá morar naquela casa. Rita não entende nada!  Dr. Raul monta uma escola para seus empregados e seus filhos para que aprendam a escrever e a ler. Convida Rita para lecionar.

 

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